O I Encontro de Juízas no Supremo Tribunal Federal (STF) aconteceu nesta quinta-feira (20/08). Como anfitriã, a Ministra Cármen Lúcia recebeu Magistradas de diferentes setores, incluindo diretoras de distintas instituições, como a Diretora de Recepção a Novos Magistrados da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Bruna Araújo Coe Bastos e a Tesoureira da AMB, Maria Isabel da Silva, representantes da AMAGIS-DF no evento.
O encontro foi uma escuta e um debate acerca de diferentes temas da realidade atual das Magistradas. A Ministra Cármen Lúcia relatou às presentes que fará uma avaliação dos assuntos tratados para logo encaminhar as demandas ao Presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Ministro Luiz Edson Fachin. A agenda também foi uma oportunidade para a AMB, que apresentou, das mãos da Presidente Vanessa Ribeiro, o Observatório das Magistradas Brasileiras à Ministra.
A Juíza Bruna Araújo Coe Bastos conta sobre o ineditismo da agenda. “Foi um encontro histórico, que contou com a organização de Juízas do nosso TJDFT, e que mostra como as associações e a sociedade não devem limitar a Magistratura a uma só pauta. Estar ali, rodeada de colegas de todo o Brasil e na presença da única ministra mulher da nossa mais alta Corte de Justiça, debatendo propostas objetivas para uma Magistratura mais igualitária, trouxe uma sensação de fortalecimento, de pertencimento e da certeza de que a nossa união deve sempre buscar o aprimoramento do sistema de Justiça, tanto no âmbito interno quanto no externo”, relata.
Entre as principais pautas, estiveram a igualdade de gênero, a representatividade e a ampliação da participação feminina entre as lideranças do Judiciário. Cármen Lúcia pontuou a união das Magistradas como ponto determinante para a evolução destes assuntos: “É preciso estarmos todas na mesma página, sabendo exatamente do que estamos falando, quais são as denúncias que precisamos fazer e quais propostas temos que pensar e apresentar”.
Além de integrantes de associações, também estiveram presentes Juízas das Justiças estadual, Federal, do Trabalho, Eleitoral e Militar, Tribunais Superiores e outros coletivos, inclusive o Candangas, do Distrito Federal.
Foto: Rosinei Coutinho/STF